11/8/2009 - Brasil realiza Conferência Internacional sobre Biocombustíveis
Um dos objetivos da conferência, segundo o Ministério da Agricultura, é contribuir para a discussão internacional sobre os desafios e oportunidades gerados pelos biocombustíveis.
Brasília - O Brasil sedia esta semana a Conferência Internacional sobre Biocombustíveis: Os biocombustíveis como vetor do desenvolvimento sustentável.
O evento, que será realizado de 17 a 21 de novembro, em São Paulo, vai reunir representantes de quase 50 países, estando prevista a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e especialistas do governo e do setor. Eles vão debater a experiência brasileira de quase 35 anos na produção e utilização do etanol.
Um dos objetivos da conferência, segundo o Ministério da Agricultura, é contribuir para a discussão internacional sobre os desafios e oportunidades gerados pelos biocombustíveis. Atualmente, a cana-de-açúcar, tem seu plantio ocupando menos de 1% do território nacional e representa cerca de 16% da matriz energética brasileira. Cerca de 57% da produção de cana é consumida com a fabricação de etanol.
Segundo o minsitro Reinhold Stephanes, o Brasil foi o país que mais cresceu na produção agrícola nos últimos sete anos e deve manter seu posto. "No prazo de 15 anos devemos manter uma condição favorável de crescimento na produção agrícola para o consumo interno de alimentos, energia limpa e exportação". O ministro acredita que durante esse período não haverá competição entre alimentos e bionergia na agricultura nacional, como ocorre com o milho nos Estados Unidos.
A conferência será dividida em duas partes. Uma com cinco sessões plenárias abertas ao público, nos dias 17, 18 e 19, e outra intergovernamental, nos dias 20 e 21, com a participação de autoridades do poder executivo. Segurança energética, produção sustentável, agricultura e processamento industrial, especificações técnicas, comércio internacional e mudanças climáticas também serão temas em debate.
Dados da Secretaria de Produção e Agroenergia (SPAE), do Ministério da Agricultura, mostram que os investimentos vindos de fora do país já atingem 15% do total de recursos aplicados nos setores industriais do açúcar e do álcool brasileiros. A frota de veículos flex fuel já ultrapassa os seis milhões de unidades e o consumo de etanol já é maior que o de gasolina no Brasil. A previsão é de que sejam investidos, até 2012, R$ 30 bilhões na instalação de novas indústrias produtoras de etanol no território nacional. As informações são da ABr.
Agronegócio da cana já movimenta cerca de R$ 41 bilhões no Brasil
A competitividade do etanol frente à gasolina pode ser melhor entendida quando se analisam os números. Somente no ano passado o setor movimentou R$ 41 bilhões no Brasil.
Embora a produção do bioetanol não mais seja subsidiada, como ocorreu no início do Proálcool, o combustível surge hoje como o substituto natural da gasolina e seu consumo atualmente já representa metade da procura pela gasolina.
No ano passado, foram produzidos no país 30 milhões de toneladas de açúcar e 17,5 bilhões de litros de bioetanol. Foram exportados 19 milhões de toneladas de açúcar (R$ 7 bilhões) e 3 bilhões de litros de etanol (US$ 1,5 bilhão em divisas), representando 2,65% da economia nacional. Foram recolhidos R$ 12 bilhões em impostos e taxas e investidos R$ 5 bilhões em novas unidades agroindustriais.
Os dados constam do livro Bioetanol de Cana-de-Açúcar – Energia para o Desenvolvimento Sustentável, a ser lançado amanhã em são Paulo. Segundo a publicação, a expansão da produção de bioetanol e açúcar nas últimas décadas ocorreu não apenas com o aumento da área cultivada, mas por meio de expressivos ganhos de produtividade nas fases agrícola e industrial, com aumentos anuais de 1,4% e 1,6%, respectivamente.
O livro mostra que esse ganho de produtividade possibilitou que a área atualmente dedicada à cultura da cana para a produção de bioetanol (cerca de 3,5 milhões de hectares) represente 38% da terra que seria necessária no início do Proálcool, em 1975, para manter a produção e a produtividade atual.
“Esse notável ganho de produtividade que multiplicou por 2,6 o volume de bioetanol por área cultivada, foi obtido pela contínua incorporação de novas tecnologias”, revela o livro.
Contribui para o avanço do álcool na matriz energética brasileira o sucesso dos carros biocombustíveis (os flexs) que levou a produção de cana a saltar de 88,92 milhões de toneladas na safra 1975/76 para 489,18 toneladas na safra 2007/08. Com isso, a produção de etanol subiu de 0,6 milhão de metros cúbicos para 22,24 milhões de metros cúbicos diários, no mesmo período.
Apesar da expansão, a cultura da cana ocupa apenas 9% da superfície agrícola do país, o terceiro em cultivo mais importante de área, depois da soja e do milho. Em 2006, a área colhida foi de 6,12 milhões de hectares, para uma área plantada de mais de 7,04 milhões de hectares e produção total de 457,98 milhões de toneladas.
A expectativa é de melhora ainda mais essa performance admite Júlio Ramundo, superintendente da Área Industrial do Banco Nacional de desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“O banco vem procurando incentivar a implementação de projetos voltados para a inovação tecnológica. O Brasil é reconhecidamente um líder no setor, mas outros países estão investindo fortemente em tecnologia, segunda geração de etanol, e o Brasil não pode perder a vantagem tecnológica que tem hoje”.
Júlio Ramundo lembra que o BNDES considera o apoio à inovação fundamental para a preservação da competitividade brasileira. “Por isso mesmo vem apoiando alguns projetos voltados para a inovação, seja na iniciativa privada, seja em alguns centros de pesquisa existentes no Brasil para o estudo de segunda geração”. As informações são da ABr.
Fonte: Portugal Digital - Brasil/Portugal Um dos objetivos da conferência, segundo o Ministério da Agricultura, é contribuir para a discussão internacional sobre os desafios e oportunidades gerados pelos biocombustíveis.
Brasília - O Brasil sedia esta semana a Conferência Internacional sobre Biocombustíveis: Os biocombustíveis como vetor do desenvolvimento sustentável.
O evento, que será realizado de 17 a 21 de novembro, em São Paulo, vai reunir representantes de quase 50 países, estando prevista a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e especialistas do governo e do setor. Eles vão debater a experiência brasileira de quase 35 anos na produção e utilização do etanol.
Um dos objetivos da conferência, segundo o Ministério da Agricultura, é contribuir para a discussão internacional sobre os desafios e oportunidades gerados pelos biocombustíveis. Atualmente, a cana-de-açúcar, tem seu plantio ocupando menos de 1% do território nacional e representa cerca de 16% da matriz energética brasileira. Cerca de 57% da produção de cana é consumida com a fabricação de etanol.
Segundo o minsitro Reinhold Stephanes, o Brasil foi o país que mais cresceu na produção agrícola nos últimos sete anos e deve manter seu posto. "No prazo de 15 anos devemos manter uma condição favorável de crescimento na produção agrícola para o consumo interno de alimentos, energia limpa e exportação". O ministro acredita que durante esse período não haverá competição entre alimentos e bionergia na agricultura nacional, como ocorre com o milho nos Estados Unidos.
A conferência será dividida em duas partes. Uma com cinco sessões plenárias abertas ao público, nos dias 17, 18 e 19, e outra intergovernamental, nos dias 20 e 21, com a participação de autoridades do poder executivo. Segurança energética, produção sustentável, agricultura e processamento industrial, especificações técnicas, comércio internacional e mudanças climáticas também serão temas em debate.
Dados da Secretaria de Produção e Agroenergia (SPAE), do Ministério da Agricultura, mostram que os investimentos vindos de fora do país já atingem 15% do total de recursos aplicados nos setores industriais do açúcar e do álcool brasileiros. A frota de veículos flex fuel já ultrapassa os seis milhões de unidades e o consumo de etanol já é maior que o de gasolina no Brasil. A previsão é de que sejam investidos, até 2012, R$ 30 bilhões na instalação de novas indústrias produtoras de etanol no território nacional. As informações são da ABr.
Agronegócio da cana já movimenta cerca de R$ 41 bilhões no Brasil
A competitividade do etanol frente à gasolina pode ser melhor entendida quando se analisam os números. Somente no ano passado o setor movimentou R$ 41 bilhões no Brasil.
Embora a produção do bioetanol não mais seja subsidiada, como ocorreu no início do Proálcool, o combustível surge hoje como o substituto natural da gasolina e seu consumo atualmente já representa metade da procura pela gasolina.
No ano passado, foram produzidos no país 30 milhões de toneladas de açúcar e 17,5 bilhões de litros de bioetanol. Foram exportados 19 milhões de toneladas de açúcar (R$ 7 bilhões) e 3 bilhões de litros de etanol (US$ 1,5 bilhão em divisas), representando 2,65% da economia nacional. Foram recolhidos R$ 12 bilhões em impostos e taxas e investidos R$ 5 bilhões em novas unidades agroindustriais.
Os dados constam do livro Bioetanol de Cana-de-Açúcar – Energia para o Desenvolvimento Sustentável, a ser lançado amanhã em são Paulo. Segundo a publicação, a expansão da produção de bioetanol e açúcar nas últimas décadas ocorreu não apenas com o aumento da área cultivada, mas por meio de expressivos ganhos de produtividade nas fases agrícola e industrial, com aumentos anuais de 1,4% e 1,6%, respectivamente.
O livro mostra que esse ganho de produtividade possibilitou que a área atualmente dedicada à cultura da cana para a produção de bioetanol (cerca de 3,5 milhões de hectares) represente 38% da terra que seria necessária no início do Proálcool, em 1975, para manter a produção e a produtividade atual.
“Esse notável ganho de produtividade que multiplicou por 2,6 o volume de bioetanol por área cultivada, foi obtido pela contínua incorporação de novas tecnologias”, revela o livro.
Contribui para o avanço do álcool na matriz energética brasileira o sucesso dos carros biocombustíveis (os flexs) que levou a produção de cana a saltar de 88,92 milhões de toneladas na safra 1975/76 para 489,18 toneladas na safra 2007/08. Com isso, a produção de etanol subiu de 0,6 milhão de metros cúbicos para 22,24 milhões de metros cúbicos diários, no mesmo período.
Apesar da expansão, a cultura da cana ocupa apenas 9% da superfície agrícola do país, o terceiro em cultivo mais importante de área, depois da soja e do milho. Em 2006, a área colhida foi de 6,12 milhões de hectares, para uma área plantada de mais de 7,04 milhões de hectares e produção total de 457,98 milhões de toneladas.
A expectativa é de melhora ainda mais essa performance admite Júlio Ramundo, superintendente da Área Industrial do Banco Nacional de desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“O banco vem procurando incentivar a implementação de projetos voltados para a inovação tecnológica. O Brasil é reconhecidamente um líder no setor, mas outros países estão investindo fortemente em tecnologia, segunda geração de etanol, e o Brasil não pode perder a vantagem tecnológica que tem hoje”.
Júlio Ramundo lembra que o BNDES considera o apoio à inovação fundamental para a preservação da competitividade brasileira. “Por isso mesmo vem apoiando alguns projetos voltados para a inovação, seja na iniciativa privada, seja em alguns centros de pesquisa existentes no Brasil para o estudo de segunda geração”. As informações são da ABr.
Fonte: Portugal Digital - Brasil/Portugal
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